Quando você engravida entra num mundo chamado “Mãetrix”. Esse mundo é composto por uma realidade paralela, onde você descobre inúmeras situações, sentimentos e artefatos que nem sabia que existiam. Sabe o filme Matrix? Então…é como se você tomasse a pílula vermelha. Não tem volta!

Pra quem não lembra a pílula azul manteria o personagem no mundo simulado, cheio de ilusões e a pílula vermelha o levaria para o mundo real. Eu me sinto exatamente assim, num mundo real, que pode não ser nada fácil, mas é verdadeiro, me faz crescer todos os dias. Neste mundo aprendi o real significado de compaixão, de amor, de paciência, aprendi que sou muito mais forte do que pensava, que posso passar por dores intensas de um parto e aguenta-las por horas/dias (ou então quem fez cirurgia, ser cortada), só pra ter uma vida nos braços, posso ficar meses sem dormir direito pelo bem de outra pessoa, que posso abdicar de muitas coisas interessantes, temporariamente, para poder me dedicar a algo realmente importante, que posso ficar sem almoçar e ter forças pra carregar 10 kg  de amor o dia todo, aprendi que dar a luz a uma pessoa é uma das maiores responsabilidades do mundo e que apesar de todas essas e outras dificuldades, é maravilhoso! O amor real não é um conto de fadas, o amor real supera dilemas diários, te faz refletir, te torna alguém melhor.

 

Neste mundo você aprende coisas que vão de “como massagear o períneo”, concha de silicone coletora de leite, até o significado daquela famosa frase da sua mãe: quando você tiver um filho você vai entender. Que é possível chorar de cansaço ou simplesmente por olhar seu bebê dando os primeiros passos.

Reencontra e conhece outras pessoas, mães, que te acolhem e te entendem. Se forma um círculo de apoio incrível, essas mães se identificam, se ajudam. Vejo mulheres fortes e emponderadas unidas! A maternidade é uma revolução: mulheres que buscam igualdade

O mundo Mãetrix não é pra qualquer uma! E posso garantir, sem querer parecer ser sensacionalista ou superior, só entende quem faz parte dele.

Outro dia, uma conhecida, sem filhos, leu meu post anterior e disse que o texto passou a imagem de “uma pobre coitada escravizada”. Fiquei pensando nisso. Li e reli o texto, conversei com outras amigas mães e elas foram taxativas: “Ela não entende nossa realidade”. A realidade Mãetrix! Concordo com elas, não me sinto uma pobre coitada  (talvez um pouco escravizada kkkk, ainda mais porque esse início da maternidade abrimos mão de muitas coisas mesmo). Ser mãe é se adaptar, é ter experiências diferentes, é viver para outra pessoa, é, muitas vezes, se colocar em segundo lugar, é amar incondicionalmente. Por isso, me declaro aqui uma mãe, não pobre coitada e escravizada, mas consciente da riqueza que é cuidar de um ser e vê-lo crescer; plena por me sentir completa; e escravizada de amor.

Um viva à pílula vermelha e as nós que vivemos na Mãetrix!

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