Ser mulher nos dias de hoje não é tarefa fácil, além de sempre sermos desafiadas a comprovar nossa capacidade em todos os aspectos, precisamos nos dividir em várias para conseguir cumprir o papel de boa mãe, esposa, profissional e dona de casa (não que isso seja uma exigência, não estou dizendo que a mulher precise ter filhos, ser casada, ter um emprego e cuidar da casa, apenas que esta é uma realidade na vida de muitas).

Em muitos casos, além de todas as “atribuições” citadas acima, a mulher ainda é mãe de uma criança que o pai não quis assumir, o que a deixa com o triplo de responsabilidades nas mãos.

Como podem por em questão um ser humano que consiga administrar tantas obrigações ?

Vivemos em uma realidade em que as mulheres são questionadas em entrevistas se são mães, de quantos e se possuem um plano B para quando os filhos adoecerem; se têm algum lugar para deixá-los. Perguntam a quanto tempo estão afastadas do mercado de trabalho, se estão atualizadas e dispostas a “vestirem a camisa” da empresa (entende-se, trabalhar 12 horas por dia). 

Se você é mulher e ainda não é mãe, também não está livre do interrogatório. Perguntam se você pretende engravidar e quando! Só faltam perguntar qual método contraceptivo você está usando. 

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Não entendo porque tanta dúvida sobre a qualificação das mães. Temos muitos argumentos que vão de encontro a essa lógica.

Muitas mulheres trabalham até último mês da gravidez e voltam à ativa nos primeiros meses de vida do bebê. A mãe precisa, em um dos momentos mais delicados da sua vida, deixar seu filho indefeso na creche para não perder o emprego. Haja força interior e equilíbrio emocional para lidar com essa situação, não concordam?

Vamos combinar que não existe curso, pós, mestrado, doutorado, treinamento, experiência, vivência e o que mais existir de capacitação para desenvolver habilidades, que supere a flexibilidade, agilidade pra gerenciar tarefas ao mesmo tempo, paciência e estresse da vida de mãe!

Sério, mães deveriam passar direto pra última etapa de seleções de trabalho, pular toda aquela galera do RH e suas dinâmicas! Mães tinham que ganhar estrelinha no CV, tinham que escrever na área de experiência: Maternidade (início- 2015/ Atual e pra sempre se Deus quiser); porque ser mãe é um aprendizado em todos os sentidos!

Mães se superam em tudo e ao mesmo tempo possuem a graça de serem seres humanos repletos de compaixão, altruísmo, se colocam no lugar do outro com mais facilidade. Sim, sabe por quê? Porque nós não nos vemos mais em primeiro lugar, aprendemos a amar alguém mais do que a nos mesmas e isso mexe com tudo o que diz respeito a lidar com o próximo.

A partir de hoje, se você for um entrevistador, tenha em mente esse texto e todas as qualidades que uma mãe leva na bagagem. Nada disso se aprende em MBA, mostre respeito àquela pessoa que se doa diariamente, integralmente. Pense que ela pode até não ser a mais atualizada em um requisito técnico, mas provavelmente, é um ser humano exemplar, que vai encontrar soluções inimagináveis, que vai se adaptar como ninguém, executar múltiplas tarefas ao mesmo tempo de forma incrível.

Se você for mãe, apenas tenha confiança em você mesma, sinta-se orgulhosa por estar na batalha de voltar ao mercado. Se te recusarem por terem dúvidas sobre sua capacidade ou disponibilidade, então, simplesmente não te merecem. Não é qualquer lugar que está preparado para receber uma CEO da vida, né?

 

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