Olá!! Agora somos quase 10 mil mãezonas e filiados (kkk)! Estou muito feliz com esse nosso “grupinho”! Constantemente me pego pensando em como posso usar esse espaço para fazer o bem, para ajudar e ser útil (além de fazer vcs rirem, claro kkkk). Então me surgiu a ideia de abrir o espaço para mães empreendedoras mostrarem seus trabalhos.

Quem sabe não podemos nos ajudar? Quem sabe alguma mãe por aí também quer começar seu negócio, trabalhar de casa pra ficar mais perto das crias, ou simplesmente ter sua independência financeira. Nós, mães, sabemos como é difícil voltar ao mercado de trabalho, muitas vezes optamos por ficar em casa e largar tudo, outras optamos por voltar a trabalhar mas sentimos remorso em deixar nossos filhos em casa.

Também existe a situação de mães que voltaram a trabalhar felizes da vida e estão bem, adaptadas, mas entendem que muitas mulheres não tiveram essa chance e, por isso, ficariam felizes em ajudar de alguma maneira.

Vamos criar uma rede de mães que se suportam? Que cuidam umas das outras? Eu curto essa ideia! Pra estrear o primeiro post das #maesquesecuidam publico um texto da Julia Marques, uma grande amiga minha. Ela conta um pouco da sua história e de como criou uma empresa de decoração de festas e cupcakes.

Aqui segue o facebook dela para contatos: www.facebook.com/cupcakesjulia

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Júlia, Maria e Estevão

“Meu nome é Julia, tenho 30 anos e a primeira coisa que me vem a mente quando me perguntam o que eu sou é: “sou mãe”. Ser mãe em tempo integral é a atividade que consome meus dias, é a minha maior carreira. Tenho 2 filhos: Estevão, com 7 anos, e Maria, com 2. O engraçado é que desde pequena eu sempre fui ensinada a escolher uma carreira.

Durante a infância, cada mês eu escolhia ser alguma coisa. Já pensei em ser tudo!  Com o fim da escola, entrei numa faculdade de psicologia – acho que mais tentando me entender do que qualquer outra coisa – mas larguei na metade, depois de perceber que Freud não me explicava tão bem aquilo que eu vinha buscando.  Foi quando me apaixonei por biomedicina. Durante uma aula de Fisiologia Celular do curso de psicologia, fiquei encantada. Foi amor a primeira vista: era isso que eu queria para o resto dos meus dias! Rapidamente mudei de curso e digo com orgulho que cada dia da faculdade eu me esforcei para ser o melhor que podia.

Sempre fui uma pessoa de raciocínio rápido, então tirava ótimas notas e acabava sobressaindo à maioria. Antes de terminar a faculdade, fiz estágio numa maternidade por 1 ano, e lá me tornei a queridinha de muitos profissionais, pela minha facilidade de aprender rápido, me diferencei bastante e vi todos fazendo planos para mim. Seguindo a lógica, comecei a traçá-los também, e entre eles estavam fazer mestrado e doutorado, seguindo a carreira acadêmica (e quem sabe fazer boas contribuições para a área da saúde?!).

Diante de tantos sonhos e planos, eu estava grávida e logo com um filho pequeno  nos braços  – foi então quando meu mundo acadêmico desmoronou. Eu era uma grande sonhadora, com um filho no colo, precisando de atenção, de amor, de esforço, de tempo. Não deu certo. Logo vi que teria que abrir mão de um dos dois, e com facilidade, abri mão da carreia que mau havia começado. Mas não sem culpa, não sem julgamentos, não sem uma boa dose de angustia.

Foram momentos difíceis para uma jovem casada, tendo que carregar carreira e casa nas costas, de um minuto para o outro e com o peso de tomar decisões tão importantes. Com o passar do tempo – e tomando conforto em testemunhos de outras mães que vivenciavam coisas semelhantes – acabei sedimentando a ideia de que ficar em casa e cuidar do meu filho era a melhor opção.

Alguns anos depois veio a Maria, que foi emocionalmente mais fácil de lidar para a minha cabeça de mãe já preparada. Maria chegou num mundo onde minhas decisões já haviam sido tomadas, meus dias eram só deles, e como era bom ter um objetivo e aceitá-lo com prazer: ser mãe é incrível, e poder ser mãe o tempo que eles necessitam, sem terceirizar a educação e o carinho com eles é melhor ainda! Como mãe, me vi satisfeita. Mas aí veio a tona um novo sentimento: o medo de não ter nada que fosse só meu. O dinheiro do meu marido estava pagando as contas e nós somos um casal bem entendido, mas eu comecei a sentir falta de “um pedaço de vida para chamar de meu”.

Acredito que esta síndrome é bem compreendida por todas as mães do mundo, ainda mais as com filhos pequenos. Foi quando decidi procurar algo que me desse prazer. Então entrei de cara no mundo dos Cupcakes. Era algo que eu já fazia esporadicamente, para arrecadar fundos para um centro de reabilitação de dependentes químicos que eu ajudo. Já tinha investido uma pequena soma de dinheiro em material, e sentia grande prazer de cozinhar, inventar, decorar. Achei que com o nascimento da 2 filha seria tudo muito mais complicado e que teria menos tempo ainda para me dedicar a qualquer coisa que não fossem eles, e admito: temos dias difíceis aqui em casa! Às vezes eles vão para escola sem banho, algumas vezes chegam atrasados, determinadas vezes me vejo lutando com o meu mais velho para fazer o dever de casa correndo enquanto alimento a mais nova, pois estar sem tempo virou uma constante em minhas manhãs. Mas então, deixo eles na escola e chega a tão esperada tarde, onde entro naquele pedacinho de mundo só meu, e me dedico – crio, cozinho, procuro novos tipos de arte para decoração, e minha cabeça vai a mil em criatividade. Costumo olhar para o relógio e perceber como o tempo passou rápido, e sair correndo para buscar meus tesourinhos na escola, morrendo de saudade de passar umas horas longe, mas com a sensação de tempo bem aproveitado.

Não paro um minuto no meu dia, mas estou satisfeita. Tem dias que me sinto a ansiedade em pessoa, e chego a rir de mim mesma! Mas consigo ganhar os meus próprios “trocados”, faço o que me dá prazer, e acima de tudo: estou sempre por perto, acompanhando cada aprendizado dos pequenos, cada dificuldade que passam na escola, cada verdura que deixam de gostar de um dia para o outro, e estou lá, seja para insistir, para conversar, para botar de castigo, ou apenas para observa-los. E como gosto de poder observá-los!

Uma parte do meu dia eu sou “mãe”, outra parte, sou “confeiteira”, e há alguns meses atrás consegui juntar mais um sonho e comecei um negocio em decoração de festas infantis. Uni tudo que amo, e estou aprendendo a conviver com estas muitas facetas.

O meu grande desafio  hoje é conseguir controlar a ansiedade de ter tantas funções num só dia, tantas listas de coisas a serem realizadas em tantos sentidos , mas confesso, minha maior satisfação é terminar o dia riscando cada item das minhas intermináveis listas, com a certeza do dever cumprido. É satisfação garantida. Não sei o que o futuro me aguarda, mas percebo hoje a necessidade de deixar de lado alguns conceitos que pareciam tão enraizados na minha mente, e saber aproveitar o que cada momento tem para oferecer. Minha prioridade são meus filhos, mas tenho descoberto que eles não precisam ser tudo – há espaço de sobra, se houver disposição!


Depois de receber esse texto lindo ainda fiz umas perguntas pra ela porque fiquei curiosa, foram elas:

Quando vc pensou que precisava voltar a trabalhar pra ter o “seu pedaço de vida”, pensou em procurar algo na sua área de formação?
Como foi abrir mão da Biomedicina?
Como foi o início do seu trabalho como empreendedora? Vc planejou isso por quanto tempo e em quanto tempo conseguiu tornar seus planos realidade?
Sua resposta foi:
Então,  na verdade foi muito difícil abrir mão de biomedicina,  porque eu realmente amava o trabalho de laboratório, era prazeroso trabalhar, até hoje quando vejo algo que relacione, fico levemente angustiada. Mas biomedicina não era uma opção,  porque o trabalho nesta área é em forma de plantões,  de 12 ou 24 horas no mínimo,  o que iria requerer colocar as crianças na escola em tempo integral, o que eu nunca desejei.
Além de  querer priorizar ficar com eles um tempo em casa todos os dias, o salário de um biomédico é menos da metade do valor que eu gastaria para colocar os dois na escola em tempo integral, então no fim das contas, eu estaria pagando para trabalhar. Por tudo isso, percebi que não tinha como ficar está área que tanto gosto.
Sobre o empreendedorismo com os cupcakes, foi gradativo. Eu não entrei de cabeça,  mas fui aos poucos começando com os amigos, fazendo propaganda para a família , então comecei atender amigos, depois amigos de amigos, e foi quando resolvi fazer propaganda. Eu pensei em algo que eu gostasse e que fosse possível de ser feito sem eu ter que sair de casa,  de certa forma,  tinha que ser algo que eu pudesse fazer em qualquer horário,  sem me prender a um horário fixo, pois uma rotina com crianças não me permitiria isso.
De vez em quando vem uma encomenda  grande, ou uma encomenda de festa para fazer e a ansiedade bate, é difícil conseguir conciliar a casa, os filhos e as encomendas, já tive que recusar algumas vezes encomendas muito grandes, mas não sem dó no coração. Mas de uma maneira geral, tudo acaba se encaixando, as vezes durmo mais tarde para conseguir encaixar tudo no seu lugar, e as vezes, passo semanas sem encomendas, mas faz parte do empreendimento… Quem sabe no futuro, com as crianças um pouco maiores, consigo aumentar a Infraetrutura, ter alguém pata me ajudar e tornar isto ainda mais profissional?  É assim que começa. ..rsrs
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5 comentários em “Mães empreendedoras #maesquesecuidam

  1. Adorei! Com tudo isso só posso admirar e torcer ainda mais por essa menina-mulher, que não sei como entrou em minha vida. Os cups são divinos . E ve-la educando os pequenos com candura e energia para torna-los pessoas ímpares é gratificante, é saber que o mundo ganhará adultos de BEM. É Julia, vai, vai ser feliz e ganhar ainda mais espaço como mãe, mulher, profissional, que eu estarei aqui na torcida e, quem sabe em algum momento do futuro , se Deus quiser , a gente não tem uma parceria profissional…

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