Estava assistindo um documentário sobre consumismo no mundo atual, como o “ter” é mais importante do que “ser”. Vivemos uma realidade em que para nos sentirmos alguém importante, ou até, simplesmente nos sentirmos alguém, precisamos possuir coisas. A que pontos chegamos? Objetos ditam nossa inclusão, objetos dizem quem somos e não atitudes. Que tipo de sociedade estamos formando e que tipo de pessoas estamos nos tornando?

Propagandas pipocam de todos os cantos nos dizendo que “precisamos” comprar coisas inúteis. Temos que estar na moda que muda a cada estação, ter uma TV cada vez maior, um celular mais novo porque o design é inovador, e quem paga essa conta? Além de você, que precisa trabalhar cada vez mais para ganhar mais dinheiro e comprar mais coisas obsoletas, o planeta também, não há lugar para tanto lixo, não há recursos naturais que suportem esse ritmo.

O que mais me assusta nesse assunto é como as propagandas atingem nossas crianças e até que ponto moldam suas personalidades e as transformam em mini-consumistas que dão valor a coisas erradas. A quantidade de brinquedos existentes, parece que já se pensou em tudo, é tanto plástico colorido e sem utilidade junto, e pior, no dia seguinte a criança já enjoou e aparece pedindo outra coisa, é impressionante.

Não sou o tipo de mãe que compra muitos brinquedos, mas nesse natal tive que me segurar, porque me senti impactada por tanta variedade. Precisei parar e pensar: que tipo de mensagem quero passar para minha filha? Quero que ela receba vários presentes e fique pensando que isso é normal? Para que incentivar esse tipo de comportamento desde pequena? Ou devo comprar poucos presentes e fazê-la dar valor ao que tem e mostrar que ela pode se divertir com eles ? Melhor, que nós duas juntas podemos criar inúmeras brincadeiras com o mesmo brinquedo?

Outra questão que me peguei pensando foi sobre papai noel. Como devo apresentar o bom velhinho para ela? O senhor que traz presentes porque ela se comportou bem no ano? Mais uma vez, que tipo de mensagem vou passar para ela?

Fico dividida pois fui uma criança muito feliz com o natal e as manhãs do dia 25 sempre foram muito felizes para mim, tanto que muitas ainda guardo em minha memória. Por isso precisei encontrar um meio-termo. Pensei em falar que o papai noel representa o espírito natalino e ele traz muitos presentes para toda família, tais como o amor e a união e apenas um presente físico para cada criança, uma lembrança que tem mais valor simbólico do que financeiro. Junto com essa lembrança ele deixa uma cartinha explicando o porque do presente, que tem um significado sentimental para a criança, como lembrar bons comportamentos, ou incentivar atitudes positivas. Desta forma acho que consigo incluir o velhinho em nossas vidas sem prejudicar o real significado do natal, sem conectá-lo com o consumo e sem querer usá-lo como recompensa.

Os outros (poucos) presentes ou apenas outro, eu vou dizer que vieram de nós, pais, por ser uma época de se querer presentear quem ama, porque se comemora o nascimento de Jesus e quando ele nasceu também recebeu presentes. Desta forma abro o espaço para falar do real significado do Natal e mais uma vez afasto o assunto “consumo”.

Enfim, quis compartilhar essa ideia porque acho que alguém também esteja tendo essa crise existencial como eu kkkk Espero que possa servir de inspiração.

os-3-reis-magos
Três reis magos

 

 

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