Mais um depoimento super emocionante da Marina Kfouri, uma mamãe que mora na Califórnia e contou em detalhes como foi seu parto nos Estados Unidos. Boa leitura ❤


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Marina no dia do parto

Eu e meu marido Guilherme estávamos há quase 1 ano e meio morando em San Diego, Califórnia, quando descobrimos que estávamos grávidos. Foi uma alegria imensa! A partir de então, foi o inicio de um mar de descobertas e aventuras.

Começou no dia seguinte, quando mandei uma mensagem pro médico da família dizendo que eu achava que estava grávida, pois tinha feito 3 exames de farmácia que tinham dado positivo. Estava esperando algum teste de sangue para confirmação, como é feito no Brasil, quando então me disseram pelo telefone que não havia necessidade, já que os testes de farmácia eram bem confiáveis. Só me perguntaram quando havia sido minha última menstruação e agendaram a primeira consulta com o departamento de ginecologia e obstetrícia. Tinha consulta com uma obstetriz 1 vez por mês e, no final da gravidez, se intensificaram até uma vez por semana. 

Como todas as consultas por aqui, a avaliação com a obstetriz era bem rápida. Ultrasson só teve na consulta inicial, quando escutamos os batimentos do bebê. Depois, tiveram mais 2 ultrassons: TN com 12 semanas e o morfológico com 20. Muita gente aqui ainda deixa pra descobrir o sexo do bebê na hora do nascimento, e é bem comum só dizerem o nome do bebê depois que nasce.

A minha ansiedade de mãe de primeira viagem nos fez pagar um ultrasson particular pra descobrir o sexo, e a nossa pequena deu um trabalhão pra técnica descobrir! Depois de muito chocolate e café pra fazer o bebê mexer, conseguiram ver que era provavelmente uma menina, mas ainda não era 100% certeza – acho que estávamos com 14 semanas.

A minha gravidez foi super tranquila. No terceiro trimestre, fui promovida no trabalho e passei a trabalhar de casa 3 vezes por semana. O maior medo era entrar em trabalho de parto nos únicos 2 dias que eu ia pro escritório!

Eu queria muito parto normal e aqui nem teve essa conversa do que eu “queria” (cesária ou normal). Minha gravidez era de baixo risco e tudo indicava que um parto normal seria possível, mas a verdade é que só sabemos na hora mesmo. A maioria das minhas consultas foi com a mesma obstetriz, mas no dia do parto, não há garantia alguma de que a mesma pessoa estará lá. Eu e meu marido fizemos vários cursos gratuitos ao longo da gravidez, como primeiros cuidados com o bebê, amamentação e trabalho de parto. Neste último, foram 2 sábados inteiros, e aprendíamos técnicas de respiração, massagem e relaxamento pro parto. 

Já estávamos com 38 semanas completas e a ansiedade começou a tomar conta de mim. O tempo já não parecia mais passar! Tinha muitas contrações de treinamento, mas só isso. Nem uma dorzinha sequer… Fazia parte do grupo de gestantes do Baby Center, e todo mundo la já estava ganhando seus bebês… Era lua cheia, e parecia que só não funcionava comigo, kkkk. Chegou o sábado, com 38 semanas e 4 dias, e parece que me deu a louca!! Fiz faxinão em casa, tirei tudo do lugar pra arrumar. No fim da tarde, saí pra dar uma caminhada com o maridão, era umas 9 da noite e eu fui pra cozinha fazer bolo, enquanto Guilherme saiu pra ir no supermercado fazer a compra da semana. Com o bolo no forno, eu assistia um jogo de baseball na TV com o time de San Diego, e já que eu tinha aprendido as regras do jogo e o time estava ganhando (que nao é nada comum!) eu fui me empolgando. De repente, me levantei pra ir ao banheiro e percebi uma “água” no chao. Liguei correndo pro marido e mal conseguia falar de tanta agitação – a bolsa tinha rompido. Ele chegou em 5 min com as compras e flores (era dia das mães no dia seguinte). O hospital tinha pedido pra avisar antes de ir e quando falei que a bolsa tinha rompido, eles pediram pra ir imediatamente. Só deu tempo de tomar um banho de 5 min, trocar de roupa e não mais que de repente, veio a primeira contração. Nossa, ali eu entendi porque falam que você sabe quando é uma contração de fato! Dois minutos depois, mais uma. Então passei de “não sentir nada” à “contracao a cada 2 minutos”. Isso porque eles pedem pra ir pro hospital quando as contrações estão a cada 5min! Me desesperei! E o medo de nascer no carro? Kkk… O caminho até o hospital era de uns 15-20 min e as contrações estavam me matando! Como elas duravam uns 40-50s eu tinha apenas 1 minuto entre o fim de uma e começo de outra. Guilherme, que é super calmo, chegou a errar o caminho do hospital de nervoso! Isso porque já tínhamos ido conhecer o hospital e aprender o caminho 2 semanas antes. 

Chegamos ao hospital antes das 11 da noite e fomos encaminhados direto pro quarto que era super espaçoso. Éramos só eu e meu marido, mas eu podia ter até 4 acompanhantes. As enfermeiras vieram me preparar e a médica constatou que estava com 3cm de dilatação apenas. Meu plano era tentar ser o mais natural possível, mas quando me ofereceram a epidural, eu disse SIM porque a dor era intensa. Eles me colocaram no soro e os batimentos cardíacos (meu e do bebê) eram monitorados continuamente. Ao longo da noite, vinha uma enfermeira checar se estava tudo bem, mas parece que o hospital estava muito cheio, e só às 4 da manhã vieram checar minha dilatação. Pra minha supresa, a médica falou que ja tinha dilatado tudo e que eles viriam em seguida com a equipe pra minha pequena nascer.

Eu mal durmi com a adrenalina a mil (detalhe pro marido que dormiu que nem um anjo na poltrona do acompanhante). A médica com as enfermeiras voltaram lá pelas 5 da manhã e tudo que lembro foi que tive um expulsivo muito rápido. Na primeira “força”, lembro que já viram a cabeça da Julia e falaram que era cabeluda kkk. A dor era violenta, mas tudo que eu queria era a pequena nos braços. Mais duas ou três forças, a Julia veio ao mundo às 5:37 e direto pro meu peito! Que emoção! O cordão ficou ali pulsando e eu sentindo na minha pele aquele serzinho tão inocente e que pra sempre mudaria nossas vidas!

Logo depois, Guilherme cortou o cordão e fizeram avaliação da Julia ali mesmo, pesaram, e não nos desgrudamos mais. Toda a equipe foi muito querida e nos sentimos muito respeitados. Nos deixaram neste quarto por mais umas 2-3 horas pra ficarmos ali nós três, apreciando aquele momento mágico, até nos trasferirem para o quarto do pós parto. No dia seguinte, já fomos pra casa. 

Foi assim que celebrei meu primeiro dia das mães no dia 10 de maio de 2015. Com a pequena Julia nos meus braços, meu mundo estava completo!

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