Eu quero falar sobre uma suposta falta empatia x disseminação de informação, quando o assunto é apoio à amamentação.

Primeiramente, pra deixar bem claro, mães que não conseguem amamentar merecem todo respeito, carinho e empatia sim. Devem saber que não são menos mães por isso e devem recorrer às formulas sem nenhum peso na consciência. Imagino o quanto seja difícil abrir mão de algo tão planejado e muitas vezes sonhado.

Dito isso, eu sinto quase uma necessidade de escrever sobre o mercado sombrio que envolve esse assunto e como eles exploram todos os pontos fracos e inseguranças maternas para vender alimentos para bebês.

É por isso que digo: falar sobre amamentação exclusiva até os 6 meses e sobre todos os benefícios da amamentação, de forma geral, é quase uma obrigação!

Uma obrigação para com a sociedade, que a curto e longo prazo sofrerá as consequências (que podem ser atribuídas diretamente à saúde pública) e para com as futuras e recém mães que tanto precisam de apoio nessa decisão.

Seria justo deixarmos de falar nisso para poupar o sofrimento das mães que, pelo o motivo que for, não conseguiram amamentar e seguir a recomendação da OMS e ao mesmo tempo não alcançarmos as famílias que buscam por esse tipo de suporte?

O mundo ideal seria que todas as mulheres (que desejassem) pudessem amamentar o quanto quisessem e que fossem cuidadas para que isso acontecesse (mesmo sabendo que em alguns casos pode não acontecer), porém, sabemos que há desinformação e até interesse capital por trás desse assunto que culminam na desaprovação e banalização do aleitamento materno.

Quando a mulher ouve da família, dos médicos e da mídia que amamentar e dar formula são a mesma coisa, elas acreditam. Nós sabemos que não é. Também não vou afirmar que crianças alimentadas com formula não sejam saudáveis, mas a probalidade de uma criança amamentada por peito ser beneficiada por essa escolha é maior.

Quando as recém mães exaustas, com peitos rachados encontram as dificuldades em amamentar ( e são muitas!!!) e não são lembradas e relembradas sobre os prós do leite materno, certamente os contras irão sobressair.

Pra finalizar, gostaria de atenta-los para como o Trump se pronunciou quando os EUA foram questionados sobre a posição tomada por eles de oposição à resolução de encorajamento do aleitamento materno:

“Os EUA apoiam a amamentação, mas, não acreditamos que as mulheres devam ter seu acesso a fórmulas negado. Muitas mulheres precisam dessa opção por causa da desnutrição e da pobreza”.

O mesmo argumento de “falta de empatia” foi utilizado. Aquele sentimento de “as mulheres que não amamentam tbm precisam ter apoio”, “não devem ter acesso a formulas negado”.

Isso porque o mercado de alimentação infantil é dominado pelos EUA… uma simples coincidência..

Portanto, devemos ficar vigilantes. Temos que apoiar todas as decisões referentes ao assunto, mas sem deixarmos que a informação circule.

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