Pensei mil vezes antes de escrever esse post, não curto polêmica (mentira sou mó barraqueira), mas quero me posicionar a favor das mãezonas que podem ter ficado com alguma culpa no coração.

Essa semana li um texto de uma escritora que dizia quem nem toda mulher nasceu pra ser mãe. Até aí tava legal, concordei com ela, a maternidade é uma opção oras, quem não tá afim não deve ter filhos, não tenha, se está em dúvida, repense, porque realmente não é fácil, a vida muda radicalmente (apesar do amor que você recebe de volta ❤ ). Contudo, em um  outro momento do texto ela cita um vídeo de humor do canal Sensacionalista que mostra uma mãe que cometeu um crime propositalmente para ser presa e ficar um tempo sozinha na prisão.

Muitas mãezonas se identificaram com a piada e compartilharam o vídeo, mas, segundo a autora do texto, ela sentiu um “enorme desalento” vendo essa comoção entre as mães, porque na realidade elas não eram felizes. Questionou o posicionamento dessas mulheres: “Porque,  ou pra quê, essa mulher teve filhos?”

Vamos por partes… Tudo bem, acredito que uma mãe que não queira voltar nunca mais pra perto dos filhos provavelmente tenha tomado a decisão errada, ou está num surto psicótico sinistrão! (kkk). Mas gente, convenhamos, surtar na maternidade é super natural, só quem é mãe sabe que isso é uma realidade. Se você não é mãe não vai entender. Pode até parecer estranho, falta de amor ou arrependimento, porém, não é nada disso! 

Ninguém é uma mãe ruim por sentir vontade de ter diazinho de folga pra poder descansar, dormir o dia todo (ou a noite toda), ver um filme completo sem interrupções, comer sentada uma comida quentinha, tomar um banho demorado. Ninguém tem direito de botar a sua maternagem em questão por isso; mães não são robôs, são humanos, sabe?

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A autora do texto que me perdoe, mas ela não é mãe, não pode julgar. O raciocínio dela é cruel e desumano; quer dizer que as mães não podem se sentir cansadas e reclamar? Não podem expor seus sentimentos? Não podem rir de si próprias? É muito fácil se colocar na posição de “eu escolhi não ter filhos porque sabia que não era pra mim, as mães que reclamam tomaram a decisão errada”. Quanto radicalismo!

Escrever esse tipo de coisa machuca muitas mães que estão passando por momentos de turbulência (e não são poucos), que sim, tem vontade de ter um dia só pra elas, que sim, gostariam de poder deitar na cama e ficar lá sem ninguém chamá-las por 10 minutos, mas não se arrependem de terem se tornado mãe (pelo menos a grande maioria). Essa comparação é surreal!

Eu tenho uma página de humor que fala da maternidade real, que trata muitos assuntos na base da risada e tenta trazer mais leveza a esses momentos de puro estresse e cansaço extremo, porque ser mãe não é fácil, realmente não estamos felizes o tempo todo, mas aí eu pergunto: quem é feliz o tempo todo, querida? É uma ilusão pensar isso!

Temos altos e baixos na vida e estão relacionados a muitos tópicos da nossa existência: profissão, vida social, amorosa e porque não a maternidade? São atividades que estão em nossas rotinas. Rotinas tendem a ser cansativas por natureza.  No caso da maternidade as mães também passam por momentos de profundo esgotamento, fases bem Complicadas e nessas horas  a melhor coisa a se fazer é estender a mão, oferecer ajuda, escrever palavras de conforto, compaixão, fazê-las rir e não questioná-las.

Em momento algum  essas mães desistem dos filhos, querem deixá-los pra trás, ou os veem como peso! sabe porquê? Porque os filhos são os bens mais precisos que existem em nossas vidas. A prova disso é que apesar de toda a dificuldade que enfrentamos os amamos mais do que a nós mesmas.

Uma frase que li outro dia que define bem o que estou falando é a seguinte: “Ser mãe é pensar em fugir e no plano de fuga, incluir os filhos, que inclusive eram o motivo da fuga!”

Um paradoxo que só entende quem vivencia. O paradoxo da maternidade ❤

Outro detalhe é que o vídeo faz uma crítica a realidade que muitas mulheres-mães vivem: elas cuidam da casa, dos filhos, trabalham e ainda precisam estar lindas, enquanto os pais fanfarrões mantêm suas atividades como se ainda fossem solteiros e morassem com suas mãezinhas. Um cenário absurdo que precisa mudar: pai não é ajudante, é sócio!

Pra fechar respondo as suas perguntas finais: ” Elas não sabiam que seria assim? Elas não sabiam que suas vidas mudariam completamente?”

Claro que a gente imaginava que seria difícil, mas viver a realidade é que te faz ter noção real da situação, muitas vezes é assustador pensar que uma vida depende inteiramente da sua.

Sim é muito difícil ser mãe, abrimos mão de quase tudo, o mundo vira de ponta a cabeça, mas o amor supera, transborda! Sim, vivemos no limite, com olheiras e reclamando, mas nunca deixamos de amar nossos filhos! Sim, muitas pessoas vão apontar o dedo na nossa cara e dizer que somos mães ruins, que estamos fazendo tudo errado, que tomamos decisões erradas, mas aprendemos a ignorar esse tipo de mensagens porque o resultado positivo está estampado no sorriso de nossos filhos e no abraço apertado que recebemos quando eles chegam de braços abertos e se enrolam em nossos corpos cansados, não tinha como ser diferente: são nossos moldes, parte de nós, criados para o encaixe perfeito! Portanto: vai ter chororô, vai ter mimimi e vai ter muito amor também ❤

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